Amor Platônico

Que saudade dos amores de adolescência que duravam pouco mas pareciam para sempre. Nossa, uma dor amor que quando se sentia parecia que ia morrer. Ai a gente se dá conta que os anos passaram, que continuamos vivos e com a vida corrida esquecemos de todos os amores, fossem eles platônicos ou não. Os príncipes encantados ficaram nos contos de fadas.

Até que, nos encontramos com o passado e novamente dá aquele frio na barriga e a pessoa faz você perder o fôlego. Ai você concentra no seu grilo falante interno “ vocês são somente amigos”.

Começa dar uma angustia e os encontros viram frequentes. Você faz uma esforço para não voltar a sonhar com príncipe encantado e cavalo branco e largar a sua vida estável.

“Me apaixonei do mesmo jeito que alguém cai no sono: gradativamente e de repente, de uma hora para outra” (John Green – A Culpa é das estrelas)

Ao te encontrar, logo percebi que você seria importante. Ficaria vulnerável, com a guarda baixa e permitindo que os caminhos para o meu coração estivessem livres. Fui ingênua ao ponto de achar que tivesse tempo para recuar.

Alguém me pergunta: quando surgiu isso tudo? Sei la, pra falar a verdade nem dava muita atenção. E não sei também quando você se tornou o meu último pensamento. E nem qual o motivo pelo qual estar se tornando um personagem dos meus textos.

amor snoopy

Totalmente desesperançosa, você chega. E é engraçado e ao mesmo tempo gostoso quando o coração acelera e a cabeça fica nas nuvens.

Ai você começa a querer brincar de conquistar, e se quer o outros de todos os jeitos, sem motivos e sem razão. Se lá, se temos algo a ver. Me apaixonei pelo seu sorriso, sua voz, cheiro …silêncio.

Querem saber o nome dele? Amor platônico.

Ele não é nada bonitinho. E todo mundo acha que só se vive esse sentimento na adolescência. Pior que ele pode aparecer em todas as faixas de idade. Basta a gente começar um processo de admiração ao ponto de colocar a pessoa amada em um pedestal, idolatrando e sonhando. Ai, você entra em um ciclo sem encarrar os desafios da vida real. Ilusões são criadas que ficam próximas da realidade.

Isso é um relato de quem já viveu alguns e não se dava conta. Me interessei muito por pessoas inalcançáveis e com certeza, dizia pra mim mesma que não podia estar em outra relação quando algum pretendente real queria uma relação.

Motivo de tamanha loucura? No meu caso….simplesmente para não ter uma relação real. Proteção para não sofrer e/ou viver intensamente a minha liberdade. A quem diga que é a melhor maneira de dar tempo ao tempo.

Mas isso tudo tinha que acabar, ser descartado porque não completa. O mundo real existe com possibilidades infinitas. Não é dura e nem cruel, é apenas real. É bom colocar os pés no chão e encarar a felicidade.

O cupido está errando o endereço? Investe e ajuda com GPS. As vezes pode não dar frio na barriga, não ter sorriso derretido, mas as relações reais seguem de alguma forma.

Temos o hábito de vincularmos nossos sentimentos às expectativas que temos do outro. O outro, está do lado de fora e não nos pertence, as relações são construídas a partir da troca.

P.S: Love u

Pegar no Pé

Em pleno 2017, você, uma mulher independente, bem resolvida, vai ficar mesmo pegando no pé de homem? ( peguete, ficante, namorado, namorido, noivo, marido, amante….como você quiser chamar.

Cafona, ficar perseguindo, grudar. Nossa ! Cada um tem a sua vida, cheia de coisas para serem feitas, sabia? E Limite, né? É uma para palavra que pode ter definições diferentes para cada um.

Já estive em um relacionamento com uma pessoa pegajosa, ciumenta, possessiva. A coisa era tão doente, que se eu deixasse de atender no segundo toque do celular era o fim dos tempos. Como eu consegui isso??? Olha, acho que no começo a gente acaba achando grude fofo. Depois, ter que ficar respondendo onde está, que horas vai voltar, quando você mal chegou na casa da sua melhor amiga, vira paranoia.

Putz!!! Me sentia como se ele tivesse invadindo aquele programa. E a sensação de alguém estar seguindo seus passos? Controle é uma palavra que, pra mim, deveria ser abolida do universo.

Não estou querendo que relações terminem mas, acho que tolerar, dar um refresco é importante. Sei que, as vezes, nossos turbilhoes de hormônios resolvem correr pelas veias , destruir nosso bom senso e nos transformar em verdadeiros monstros chatos e pegamos no pé.

Mas tem que ficar atenta, sem pressão, escândalos e barracos. Isso é um inferno. Ficou desconfortável, insegura com alguma situação, bate um papo. Homens não conseguem adivinhar nossos pensamentos.

Sabe o que cai super bem para pegar no pé? Tênis. Esse sim, eu uso e abuso do limite de usar. Em todos os lugares, vários looks. Pra mim, não existe lugar que um tênis não possa ir.

Aquela mulher independente, descolada e confiante deve sim, “ pegar” carona no estilo despojado. Dê personalidade ao seu dia a dia. Limite e controle são duas palavras desconhecidas para essa tendência.

Combinam com tudo e eu acho que dá um humor na circunstância. Além de mega confortáveis. Está com dúvidas? Existem várias blogueiras com ótimas sugestões de combinações fashion para se inspirarem.

Convencida que fora tênis, pegar no pé é uma chateação? Como vovó dizia, ficar no pé 24h por dia não adianta nada. Vamos impressionar com personalidade própria. Esquecer que tênis está relacionado ao mundo fitness e criar looks cheios de estilo.

Eu sei, que compromisso não é tarefa fácil e que abrir mão dos prazeres da vida de solteiro é beeeem complicado. Mas a pior maneira, é ficar cobrando passo a passo. Deixa o sujeito tomar a cerveja dele e tome a sua. Rolou uma situação exagerada? Conversa. E o papel de censura? Lição de moral? Pelo AMOOOOR, controla a ansiedade. E o último: caras e bocas, não fique cercando os movimentos do outro.

Voltando a minha experiência? Perdia a leveza da ocasião e tinha que deixar de aproveitar o momento para prestar atenção no que o fulaninho queria dizer com tantos olhares.

Vai lá, calça o tênis e transite por ai, renuncie o controle.

Bing, Bing, Bing… Coelho Ricochete

 

Nem precisei ter o furgão do Fred e andar com Salchicha e Scooby desvendar mais um momento da moda. Dei uma voltinha no shopping por esses dias e como está intenso essa coisa de usar acessório, camiseta, moletom e agora sapato do seu personagem de desenho animado favorito.

Imagina em pleno 2017, Os Herculóides desfilando pelo Rio de Janeiro? Eu com certeza optaria por um desenho da Hanna e Barbera, que dominou por muito tempo a programação infantil e influenciou muito a minha vida após o retorno do colégio.

As famílias dos Jetsons e Flintstones, com conflitos peculiares aos seus períodos e as encrencas dos atrapalhados “ chefes da família” – George e Fred, com seus chefes – Sr. Spacely e Sr. Bedrock.

Seja lá qual for, pode ser que você fique tentada a comprar um deles, mas pelo AMOR, cuidado para não ficar infantil demais ou carnavalesco.

Não estou dizendo que tem que sair nas ruas como uma tartaruga espadachim que tem como seu melhor amigo um cachorro com lenço e chapéu vermelho. Nem criar e andar em grupo como os Cavaleiros da Arábia. Não pense em ser o Príncipe Turan e liderar um perfil.

Eu sou super a favor de criatividade. Por isso Wally Gator, que vivia tentando fugir do zoológico, nunca desistiu de ousar. Mesmo com o Sr. Twiddles prezando pela ordem.

Olho-Vivo e Faro-Fino !!!

Modice ou não, mas tem gente usando as camisas com blazer, casaco e calças de alfaiataria. Aposte em acessórios mais pesados ou maquiagem mais clássica que o look perde o ar boboca e se torna uma gata charmosa como Manda- Chuva.

Saia plissada, cintura alta, sapatos coloridos que combinem com um detalhe do personagem, também fica bastante divertido e mistura o que é “mocinha” com “moleca”.

Seja moderna. Não que tenha que virar Space Ghost parar viver em uma galáxia distante. Dá para atravessar o dia a dia sem ter que enfrentar Zorak. Pode combinar seu personagem com uma pegada street também. Aproveita o momento feliz para fugir das regras e se arriscar como Jonny Quest, que não teve medo de encarar índios selvagens, crocodilos, múmia, remar numa canoa…

Ah, você está meio Zé Colméia, roubou muitas cestinhas e, infelizmente, não teve nenhum “Guarda”para policiar? Ou passou muito tempo sentado como Maguila, o gorila? Não adianta fazer o Hardy e falar “ oh dia, oh azar”. Joga a juba do Lippy e saía pela esquerda – não desista desta aposta.

Fuja da Esquadrilha Abutre da sua vida, eles sempre estão dificultando as ousadias e/ou estão prontos para dar uma risadinha sinistra de Mutley.

Penelope Charmosa (3)

1….2….3….4 e vai lá triônica, Formiga Atômica. Corrida Maluca para adquirir seu personagem – Penélope Charmosa é uma gracinha.