Nota

Holla

 

Julho de 2017, escolhi como destino a República Oriental do Uruguai ( somente lá, descobri que esse é o nome oficial do país).

Toda viagem pra mim começa bem antes da data de embarque. Sou daquelas que fuxicam todos os sites, blogs, comentários sobre o país/cidade, culinária, lugares a serem visitados, restaurantes….preparo looks após pesquisas no Pinterist. Anoto tudo, faço roteiro. Entro no clima do país/viagem com bastante antecedência.

Tentei desta vez ser menos paranoica, criar menos expectativas e lá fui eu para o Uruguai.

Primeiro impacto, o inverno: faz frio mesmo, as temperaturas médias durante a minha estadia variaram entre 23 e 11ºC, mas com ventos gelados que contribuíam para uma sensação térmica ainda menor ( no Uruguai não neva, devido a suas características geográficas). Pensei nas minhas produções e todas de acordo. Ainda bem, porque os preços de roupa no Uruguai não são nada apetitosos.

E falando sobre o clima, o amanhecer durante o inverno só acontece a partir das 8h e o anoitecer, como no Brasil, a partir das 18h e é sempre frio. Até peguei uma tarde considerada quente ( inverno no Rio de Janeiro), mas não foi o bastante para que eu tirasse meu casaco.

Segunda percepção, achei Montevidéu uma cidade um tanto vazia, sem aquele caos de cidade grande, tudo bem que estávamos em pleno período de ferias escolares. Depois concluí que, após pesquisa, no país a população é de aproximadamente 3,5 milhões de habitantes, sendo que 60% vivem na capital, mesmo assim são poucos jovens transitando. É uma cidade de pessoas mais velhas ( também pesquisando, descobri que a quantidade de habitantes não altera há uns 30 anos).

No geral, paisagens cinzas com quietude. E pra mim, a grande vedete da cidade de Montevidéu é o Rio de la Plata.

Mas seguindo meu roteiro, primeira parada após check in no Hotel ( fiquei hospedada no bairro de Punta Carretas ) foi em uma casa de câmbio ( impressionante como tem uma em todo lugar) e seguir para Punta Carretas Shopping para comer algo – de cara, optei pelo famoso Chivito ( adorei ! é bem servido, assim como todas as comidas que são pedidas no Uruguai).

Momento descobrir a cidade: todas as ruas são bastante sinalizadas e os uruguaios são simpáticos e prestativos nas informações. Um festival de “Holla “ e “Gracias”.

Caminhei pelo Parque Rodó e segui para Ciudad Vieja onde as ruas nos fazem lembrar a Lapa do Rio de Janeiro. Tirei fotos de cassinos. Passei pelo calçadão da La Rambla

Mais uma parada de almoço – Mercado do Porto – cercado de restaurantes com ótimo atendimento e deliciosas Parrilladas e aproveitei para experimentar o famoso medio y medio ( mistura de espumante com vinho branco).

18 de Julio percorrida, hora de pegar um táxi rumo ao Estádio Centenário. Nada muito diferente da maioria dos estádios da América do Sul ( arquitetura antiga).

Nova observação, durante toda a caminhada, mudança de bairros, percebi uma cidade limpa, conservada, com poucos moradores de rua e por incrível que pareça sem ronda policial e/ou guarda de trânsito. Porém, conversando com uruguaios, eles foram taxativos que essa observação é feita por todos os brasileiros, mas ressalvam que como em toda cidade grande, Montevideu também tem furtos e pilantras e é monitorado pela polícia por câmeras de segurança espalhadas pela cidade.

Montevideu devidamente conhecida, hora de conhecer outras preciosidades do país Punta del Este e Colônia del Sacramento. Ambas situadas em direções opostas. Ou seja, um dia para cada uma e muita disposição, porque os passeios começam as 8:15 da manhã.

No caminho para Punta del Este paramos em uma cidade chamada Piriápolis. E quem eu encontro? Santo Antônio ( fiz pedidos, porque devota é assim mesmo). Em seguida paramos no lugar que eu mais esperava – Casapueblo – uma casa construída sobre as falésias rochosas de Punta Ballena.

Em Punta, logo a guia nos informou que as casas/prédio são todos identificados por nomes e não por números como estamos acostumados. A cidade é um balneário como Búzios, infelizmente estava muito frio e começou a chover.Mas deu para andar pelas ruas, ver o famoso monumento dos dedos na areia, chegar ao marco de encontro do Rio de la Plata com o mar, almoçar no porto, onde ficam os restaurantes de alto padrão e com uma vista linda, atravessar a ponte ondulada para chegar ao bairro Beverly Hills.

No dia seguinte, seguir para Colônia do Sacramento. O clima também não estava dos melhores. Antes de entrar na cidade, passamos pela Plaza de Toros que não pode ser visitada por estar em ruínas e ameçada de desabamento.

A chegada em Colônia foi de baixo de chuva e muito vento. Lá é a nossa Paraty, ruas de pedras e ruínas. Uma gracinha de lugar. E para finalizar o dia, uma parada em uma Granja famosa pelo seu dono estar no livro dos recordes por conta das suas coleções ( lápis, chaveiro, selo, cinzeiro…) e pela fabrica do melhor doce de leite da região.

Hora de despedida: GRACIAS, Uruguai ! Você me surpreendeu com suas peculiaridades.

 

Desanuviar a mente

 

Tempos de crise, a economia não anda bem. São poucas as oportunidades. As pessoas andam meio desanimadas, estressadas, cheias de preocupações, um clima de baixo astral se abateu sobre o país.

Como me disse um amigo, estamos em um momento de boiar, não adianta se agitar muito, porque a maré não está pra peixe e você pode acabar cansando os braços e se afogar.

Pense em alternativas para evitar a fadiga. Uma mente caótica, desorganizada, à beira de um colapso não consegue encontrar calma e saída para nada. É importante a construção de novos hábitos.

“Nós somos aquilo que fazemos repetidamente. Por isso, a excelência não é um ato, mas sim um hábito.” Aristóteles

Comece com pequenos gestos/ações que podem fazer uma grande diferença, principalmente se forem utilizados em conjunto.

Respire. Parece bobo, né? Tenho feito diariamente durante a minha malhação e vejo que tranquiliza. Siga atentamente: inspirar e expirar.

Seja generoso. Você vai se sentir melhor enquanto ser humano.

Liste o seu dia a dia/ semana, escreva os desafios, pensamentos, desejos. Eu sou amante desta tarefa, tenho moleskine, agenda, cadernos, bloquinhos, post-it… Isso faz a mente descansar, sem a preocupação constante de ter que se lembrar de tudo.

Se exercitar por X horas. Eu já mencionei em textos anteriores que acabei adquirindo esse hábito por ter encontrado algo que me satisfaz, com pessoas bem bacanas que me estimulam. Com isso, exercício é fundamental para o corpo e a mente.

Buscar empregos/oportunidades por X horas. Não se acovarde diante dos obstáculos. Temos em média 500 candidatos à uma vaga. Mas, sendo determinada e fiel, você estará realizando o seu papel de pelo menos tentar ser maior do que a crise.

Estudar/ler/pesquisar por X horas. Às vezes, nesta busca, você consegue identificar um negócio diferente e eficiente. Ou, quem sabe, você consegue melhorar negócios existentes? Ler um bom livro acalma.

Tarefas de casa por X horas. Uma mente relaxada precisa de ambiente organizado.

X horas (reduzidas) para assistir TV. Infelizmente precisei que reduzir essa tarefa da minha rotina, porque descobri, nessa longa caminhada, que era uma overdose de informação e deixava meu cérebro com constantes ruídos antes de dormir.

Enfim, a lista de itens deve ser sua….e deve ser diária. Mas é fundamental realizar uma tarefa de cada vez. Concentre-se e conclua uma antes de passar para próxima. O importante é implementar e manter. Avalie suas metas/desafios em 30 dias para aumentar a carga horária, mudar a estratégia e/ou excluir itens.

Registre seu progresso, Y quilos perdidos, Y currículos enviados… e se recompensar por cada vitória.

Não adianta se fechar na casinha e enlouquecer. Tenha um amigo para os momentos mais difíceis ( seja real ou virtual).

O mais importante é ter sempre pensamento positivo para ajudá-lo a ver o mundo de outra maneira. Somente com ele, você será capaz de adquirir motivação para seguir e concretizar seus objetivos. Elimine o que não for essencial, esse processo torna a vida mais simples.

Tem que ser otimista sempre, mesmo quando alguma coisa sai do controle.

“Mantenha seus pensamentos positivos, porque seus pensamentos tornam-se suas palavras. Mantenha suas palavras positivas, porque suas palavras tornam-se suas atitudes. Mantenha suas atitudes positivas, porque suas atitudes tornam-se seus hábitos. Mantenha seus hábitos positivos, porque seus hábitos tornam-se seus valores. Mantenha seus valores positivos, porque seus valores… Tornam-se seu destino”. Mahatma Gandhi

E por fim, fique de olho no ritmo do seu sono, ele também é importante para sua mente.

“Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe…” Provérbio Português.

Praia em dias nublados

Muitos sabem que morei durante 2 anos na Barra da Tijuca, em frente ao mar com uma vista linda, com acesso por todas as janelas/varanda do apartamento.

Ai você imagina?! Uma tijucana de carteirinha, que matava aula para ir a praia, que contava os dias para chegar o final de semana, feriado de sol e as férias e estar a dois passos da areia?

Não sou nada adepta ao surf, mas sou daquelas que acompanha, vibra e bate palma para as manobras, com isso, me perdia por horas na areia e calçadão para observar.

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Carioca Julia Duarte – Nova Geração – destaque na categoria feminina Sub 13 -Circuito Medina de Surf, na Praia de Maresias 2017. 

Calçadão, uma passarela que frequentei bastante durante esse período. Andei muito de bicicleta para baixo e para cima. Fui muito ao supermercado e voltava com a cestinha e guidão cheio de sacolas. Sim, já tive momento de sacola rasgar e eu passar por cima das compras  (AFF!).

E falando em Calçadão, tem também quiosques que são os bares da Barra da Tijuca. Lá encontrei um francês que vou carregar para o resto da vida no meu coração. A nossa amizade, sim, a maresia não oxidou/enferrujou e olha que não tive problemas com televisão, geladeira, pregos…sei lá. Mas em compensaçãooooo, a minha bicicleta ficou o óóh !

Parágrafo só para a história do francês. Imaginem que, no meu primeiro dia como moradora da Barra, me pego à noite sem cigarro. Pensei o quanto eu teria que andar para sustentar esse vício maldito. Ai, descobri pelo porteiro do prédio ( eles sempre são os melhores informantes) que no quiosque em frente vendia e eu deveria procurar pelo Victor  e falar em nome dele ( assim o preço do cigarro seria o mesmo que nos bares/postos). Despretensiosa, cheguei e pronunciei “ Quem é Victor?”. Me vira um gringo com uma cara de argentino, ginga de italiano e com sotaque francês….Meus olhinhos brilharam e brilham até hoje porque sou a maior fã dele e da família que ele construiu.

O quiosque tornou-se meu, deixava canga, chinelo, chave, até oficina de bicicleta virou ( claro, na ausência do francês). Porres ( ele faz uma das melhores caipirinhas de lima que eu já tomei na vida), inventamos música ao vivo, karaokê. Ele fez ratatouille, sobremesa …Tive a grande ideia de colocar sorvete nuvem. Fizemos baile de carnaval, ele abriu espaço para umas amigas divulgarem suco/comidas naturais…tantas histórias. Lógico que a grande maioria das nossas farras aconteceram no inverno, quando a praia era praticamente nossa.

E para melhorar a praia/calçadão no inverno, mais um personagem entrou na minha vida – um buldogue francês. Foi morar do lado do meu prédio um pauliiixxxta que trabalhava comigo que era o pai do cachorro. Como ele visitava a família em Sampa, o Gronky ficava comigo…e ficava mexxxxxmo, porque ele rosnava para todos que paravam para falar comigo no calçadão e, dava saltos ornamentais na minha frente na areia  quando alguém se aproximava.

Aqui no inverno do Rio, dificilmente chove nesta época do ano. Ou seja, são poucas as chances de ficar dentro de casa quando se tem um quintal deste tamanho. E nesta época não tem aquele trânsito infernal do verão. Dá para estender a canga em qualquer lugar. E sem duvida nenhuma, encontrar o mar irado para surfistas, galera do kitesurf… que rende uma boa distração.

Aproveita, dê uma volta à tardinha enquanto o sol ainda está se pondo. A brisa do mar é  fria, mas é bem melhor que torrar os miolos no sol do verão.E você já sabe, que passar umas horas na praia faz bem ao corpo e a alma.

Sabe aquele livro que você quer começar a ler? Chegou a hora! Silêncio, paisagem e uma paz inexplicável. Está esperando o que?

Curta o barulho do mar.